Sensação de dever cumprido.
Não havia dever, não havia algo a se cumprir, mas a sensação era a mesma.
Distilla Truant
Tom de sol, o que se assinala na clave de sol com um sustenido em fá.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
De corpo e alma
Sou um corpo sem alma,
vagando pela imensidão do asfalto.
Uma alma vagando corpos
sórdidos e sem alma.
Uma alma em busca de um corpo.
Um corpo em procura de alma.
vagando pela imensidão do asfalto.
Uma alma vagando corpos
sórdidos e sem alma.
Uma alma em busca de um corpo.
Um corpo em procura de alma.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Foi-se
Tentei ser o que era,
Mas talvez eu não fosse.
E se fosse?
Como seria?
Mas talvez eu não fosse.
E se fosse?
Como seria?
Tentei ser o que esperavam.
Muitos não esperavam nada,
Muitos esperavam tudo.
Fui tudo, fui nada.
Muitos não esperavam nada,
Muitos esperavam tudo.
Fui tudo, fui nada.
Fui várias coisas
E no final no fui nada.
e se eu fosse Deus,
seria ateu.
E no final no fui nada.
e se eu fosse Deus,
seria ateu.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Printemps
...
Primavera no hemisfério sul, os oceanos meridionais
ainda estavam frios, acabara o inverno, iam aos poucos de aquecendo,
conservando a estação das flores em temperatura amena. Ela tambem estava assim,
amena, tinha um resto de inverno, mas conservava um sorriso de primavera.
...
...
...
Ainda era primavera, mas para ela o
solstício viera mais cedo, sentia o verão.
sábado, 24 de março de 2012
A Desintegração da Persistência da Memória
Janelas, portas, corredores...
Onde estou?
Cadê a menina que me guiava?
Não tenho como voltar,
Há cada passo que dou
olho para trás e vejo um precipício.
Será que vim de lá?
Será que ela também vê o precipício e por isso não volta?
Olho para frente,
o corredor está vazio e não tem fim,
ou não posso ver.
Olho pelas janelas,
Vejo cenas conhecidas.
Penso em pular pra dentro, mas só observo.
Todas as portas estão trancadas.
Acendo um cigarro.
Me desespero.
Corro o mais rápido que posso.
Paro. Onde passei virou precipício.
Já não posso ver as mesmas cenas pelas janelas.
Ando calmamente,
paro em um lugar onde há janelas com cenas que gosto.
Acho que ficarei por aqui,
A vejo pela janela
Ela, que não vai voltar pra me guiar.
Não sei pra onde esse corredor vai me levar,
Gosto daqui,
Não me arriscarei no precipício.
Onde estou?
Cadê a menina que me guiava?
Não tenho como voltar,
Há cada passo que dou
olho para trás e vejo um precipício.
Será que vim de lá?
Será que ela também vê o precipício e por isso não volta?
Olho para frente,
o corredor está vazio e não tem fim,
ou não posso ver.
Olho pelas janelas,
Vejo cenas conhecidas.
Penso em pular pra dentro, mas só observo.
Todas as portas estão trancadas.
Acendo um cigarro.
Me desespero.
Corro o mais rápido que posso.
Paro. Onde passei virou precipício.
Já não posso ver as mesmas cenas pelas janelas.
Ando calmamente,
paro em um lugar onde há janelas com cenas que gosto.
Acho que ficarei por aqui,
A vejo pela janela
Ela, que não vai voltar pra me guiar.
Não sei pra onde esse corredor vai me levar,
Gosto daqui,
Não me arriscarei no precipício.
domingo, 4 de março de 2012
So far away
[...]
I’ll try to put in this song
Some words that I would like to say
But you will never hear
Unless I play it on the stage
[...]
I’ll try to put in this song
Some words that I would like to say
But you will never hear
Unless I play it on the stage
[...]
The night is gone I’m all alone
The lights are turned off
My bed looks the best friend I have
I’ll break the law
I know you’re gone
But I’ll look for.
It was so beautiful
When I found you
I know you’re gone
But I’ll look for.
It was so beautiful
When I found you
So far away …
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Devaneio de você
Você está sentado, distraído, vê uma sombra, um vulto, sente calafrios, se assusta, imagina que seja um espírito, acredita por alguns segundos, se distrai...
O vulto, o calafrio, não era um espírito, era você, parte de você que queria se levantar, agir, mas acaba te assustando e você torce para que não volte. O medo, a distração, afasta parte de você de você.
Às vezes, você nem percebe você passando.
Levante-se, reaja, para que você não te assuste, para que você não passe por você.
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