sábado, 24 de março de 2012

A Desintegração da Persistência da Memória

Janelas, portas, corredores...
Onde estou?
Cadê a menina que me guiava?
Não tenho como voltar,
Há cada passo que dou
olho para trás e vejo um precipício.
Será que vim de lá?
Será que ela também vê o precipício e por isso não volta?

Olho para frente,
o corredor está vazio e não tem fim,
ou não posso ver.
Olho pelas janelas,
Vejo cenas conhecidas.
Penso em pular pra dentro, mas só observo.
Todas as portas estão trancadas.

Acendo um cigarro.
Me desespero.
Corro o mais rápido que posso.
Paro. Onde passei virou precipício.
 Já não posso ver as mesmas cenas pelas janelas.

Ando calmamente,
paro em um lugar onde há janelas com cenas que gosto.
Acho que ficarei por aqui,
A vejo pela janela
Ela, que não vai voltar pra me guiar.
Não sei pra onde esse corredor vai me levar,
Gosto daqui,
Não me arriscarei no precipício.

domingo, 4 de março de 2012

So far away

[...]

I’ll try to put in this song 
Some words that I would like to say
But you will never hear
Unless I play it on the stage

[...]

The night is gone I’m all alone 
The lights are turned off 
My bed looks the best friend I have

I’ll break the law 
I know you’re gone 
But I’ll look for.
It was so beautiful 
When I found you

So far away …